A Transparência Esplanada é uma organização independente e autônoma, fundada em 02 de março de 2009, por um grupo de indivíduos comprometidos com o combate à corrupção em nossa cidade.
A necessidade de uma organização como a Transparência Esplanada pode ser bem compreendida pelas características da nossa cidade, diante do grande numero de excluídos, e da falta de políticas efetivas na busca de soluções definitivas para a melhoria da qualidade de vidas dessas pessoas.
Com uma população de 31.118 pessoas,(IBGE CENSO 2007), Esplanada é um importante município do litoral norte da Bahia, e arrecadador de recursos que merece especial atenção diante do volume que lhe foi disponibilizado nos últimos 8(oito) anos, e da inexpressiva mudança que foi implantada com tanto recurso recebido, só para se ter idéia nossa cidade foi classificada pelo Ministério da Educação como a pior cidade na aplicação de recursos e aproveitamento na educação do litoral norte da Bahia.
A falta de interesse pelo educação pública no Brasil já tornou-se crônica, mesmo com o potencial de recursos que são arrecadados num país da América Latina e um dos maiores do mundo. O país atravessou mudanças econômicas profundas, que envolveram um extenso programa de privatizações e uma retirada gradual do Estado das atividades econômicas. Seu PIB corresponde à metade de toda a América Latina e o Caribe, excetuando o México. Contudo, sua grande população o coloca em posição pouco privilegiada no que tange o PIB per capita. O índice de Gini do país é dos piores do mundo; os 20% situados no topo da pirâmide de renda são responsáveis por mais de 60% do consumo total, ao passo que os 20% inferiores consomem apenas 2,5%.
Embora, sob o ponto de vista institucional, o Brasil tenha eleições livres, um Congresso e um Judiciário independentes e todas as demais garantias constitucionais típicas das democracias representativas, as práticas do mundo real nem sempre refletem o arcabouço formal.
As regras eleitorais se encontram na pauta de preocupações, em especial no que diz respeito ao financiamento de campanhas. A transparência dos atos das três esferas do Estado é pequena, o que em grande parte se deve a padrões de comportamento arraigados e, em menor medida, a falta de coordenação entre os interessados em mudar a situação.
Diante desse quadro detectado é que entendemos que somente com a participação popular, fiscalizando, combatendo a corrupção, e exigindo aplicação de recursos adequados no segmento educação, com melhores salários para os professores, treinamento, disponibilização de material didático, espaço para discussão e debates sobre os assuntos educacionais, estaremos forçando os gestores a investirem o necessários para obtermos com as gerações futuras uma verdadeira inclusão social. |